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GRAMOFONE

às voltas com os discos às voltas.

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Visões mais mundanas de Damien Jurado

Março vai trazer-nos Visions of Us On the Land, o décimo terceiro trabalho de Damien Jurado, que colocará ponto final na trilogia iniciada pelo autor em 2012.

A primeira parte do disco, espraiando-se até à décima primeira faixa, pega na cauda do antecessor Brothers and Sisters of the Eternal Son, numa toada de folk imbuído em psicadelismo. 
No segundo tema, Mellow Blue Polka Dot, há inclusivamente um interlúdio onde se escuta ao fundo o refrão de Silver Timothy, faixa pertencente ao pretérito disco.

Neste tomo a banda de suporte aparenta ter um papel mais criativo e notório. Banda essa que o fará igualmente parte da tournée, ao invés da anterior, ao longo da qual o songwriter esteve sozinho em palco.

 

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E é, simbolicamente, em Exit 353, o primeiro single, que o disco sai em direcção a noroeste, à folk mais tranquila, mais à imagem dos trabalhos de Damien Jurado que antecedem esta última triologia de discos.

A.M. AM., que parece ter sido composta no salão onde Neil Young dançou Harvest Moon até ao nascer do sol, é a única faixa desta segunda fracção em que a banda parece participar inteiramente.
As canções seguintes são simples, melódicas e curtas, onde destacamos Kola. Nem por isso menos atraentes.

Mais que um prolongamento do último disco, este Visions of Us On the Land acaba por trazer Damien Jurado às raízes, sacudindo progressivamente o psicadelismo ao longo do disco, e terminando deste forma a trilogia começada em Maraqopa.