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GRAMOFONE

às voltas com os discos às voltas.

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às voltas com os discos às voltas.

Mi Casa Es Su Casa @ Barreiro

No Sábado passado fomos até ao Barreiro, numa tarde altamente primaveril, para experienciarmos o Mi Casa Es Su Casa, uma espécie de Mexefest em formato reduzido e com os concertos a decorrerem em espaços comerciais no centro da cidade. Organizado pela Hey, Pachuco, o evento propunha uma mão cheia de concertos, culminando com um DJ set, sem informar quem tocaria nos estabelecimentos envolvidos, de forma a acicatar a curiosidade do público.

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O primeiro palco improvisado foi a loja Carlos Pinto, Solas, Cabedais E Marroquinaria, onde os Humana Taranja desenvolveram a sua pop criativa. A loja que preserva um aspecto bem tradicional tornou-se pequena, mas era possível ir assistindo desde o exterior, com a compensação de degustar o sol. A banda que incluía diversos membros da organização do evento, e por motivos logísticos teve lógica ser a primeira a tocar para os liberar para outras funções, pareceu desfrutar tanto quanto o público a sua actuação, e essa atitude espelha bem o tipo de música que fabricam.

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Uns metros ao lado fica a Botrix, que além de misturar cereais com leite, também oferece serviço de tatuagens, piercings, barbeiro e salão de jogos. Mas foi de mini na mão que Fast Eddie Nelson foi misturando o rock com os blues bem ao seu jeito, presenteando o público com um par de temas tão recentes que farão parte do seu disco que ainda aguarda lançamento. Sem recorrer a microfone, a voz de Fast Eddie Nelson chegou e sobrou para o efeito, beneficiando da garra que empresta a todas as suas composições, que acabou por ser até demais para uma das cordas das suas guitarras.

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Seguidamente atravessámos o Parque Catarina Eufémia para chegarmos ao reino do 2830 Collective. Novamente um espaço que cruza diferentes áreas, desde o streetwear e seus derivados ao serviço de bar, com uma decoração simples, mas extremamente bem imaginada. Foi neste cenário que Opus Pistorum desenvolveu o seu set de 20 minutos (a duração estabelecida para todas as actuações), preenchido com a sua sonoridade electrónica obscura q.b., com tempo para a construção de ambientes UK garage potenciados com cadências que foram colocando o público a bater o pezinho.

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O simpático Victoriana’s Spot era o próximo local na lista do Mi Casa Es Su Casa, e aí era Nada-Nada quem nos aguardava para mais uma trip electrónica nonstop, esta com um pendor mais exótico.  Cláudio Fernandes, que conhecemos doutras desventuras sónicas como os Pista, nunca deixa estes apontamentos para trás ainda que embrenhado na selva digital.

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Na Tasca da Galega esperava-nos posteriormente Monday, o projecto saído da imaginação de Catarina Falcão que aqui se apresentou sem banda, munida apenas da sua viola. E foi desta forma crua que foi debitando as suas canções tão doces quanto a célebre ginja da tasca que a albergou (e à qual nem a própria Catarina resistiu). Para quem não costuma apresentar-se neste formato a solo, não acusou tal facto, oferecendo-nos ainda o prazer de escutar a sua recente versão para “Steamboat” de Adrianne Lenker, tema que encaixa na perfeição no universo Monday (desde a melodia até à letra).

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A festa prolongou-se o resto da tarde nas imediações da Shirt Up / Galo Negro onde, com boa banda-sonora ecoando da aparelhagem por conta da organização, se foram degustando algumas cervejas em boa companhia.  O Barreiro, e a Hey Pachuco em particular, está de parabéns por esta simples, mas representativa mostra de música nacional e local, sem esquecer os estabelecimentos que acederam associar-se. Resta-nos apoiar para que se torne um evento mais regular e que motive a associação para mais voos.

Fotos: Catarina Cândido

 

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