Saltar para: Post [1], Comentar [2], Pesquisa e Arquivos [3]

GRAMOFONE

às voltas com os discos às voltas.

GRAMOFONE

às voltas com os discos às voltas.

[ENTREVISTA] Teen Daze: electrónica com os pés bem assentes na terra.

5b9g.JPG

Jamison Isaak é o homem por detrás das máquinas do projecto Teen Daze que, em Abril, alcançou a marca dos seis álbuns através do trabalho “Bioluminescence”. Ao longo destas novas faixas parece ter encontrado o equilíbrio perfeito entre o digital e o orgânico, contrapondo sintetizadores a ecos da natureza (vertente igualmente notória nos títulos dados às novas composições, desde «Spring» a «An Ocean on the Moon»), que vai gravando também durante as suas viagens turísticas. A. Na última das quais passou inclusivamente por Lisboa e é com uma pergunta acerca dessa experiência que terminamos esta conversa, também ela digital e orgânica.

 

GRAMOFONE - Álbum número seis. Como olhas para “Bioluminescence” no alinhamento do teu material anterior?

TEEN DAZE: Neste ponto da minha carreira, fazer discos tornou-se numa segunda natureza. Ao mesmo tempo que tento não me levar demasiado a sério, vejo a ideia de fazer carreira na música de forma séria, o que significa que sinto urgência em estar permanentemente a trabalhar em qualquer coisa. Como tal, quando penso neste álbum, em comparação com os anteriores, parece o trabalho de uma pessoa mais velha, com a carreira estabelecida. Não existe uma narrativa efervescente para este disco, não foi inspirado por nenhuma grande epifania, apenas um músico a desempenhar o seu trabalho e, espero, a fazê-lo ainda melhor.

 

GRAMOFONE – A tua sonoridade é uma sólida mistura de sons orgânicos com outros mais electrónicos. Começas a escrita das canções num destes lados, ou o ponto de partida pode vir de ambas?

TEEN DAZE: Depende de canção para canção; às vezes parte de uma gravação de campo, ou de um sample de uma gravação ao vivo, que irá inspirar o resto do trabalho à volta da mesma (havendo maior tendência para sons digitais). Às vezes dou por mim a abrir o Ableton (software musical) à mesa de jantar, sem mais equipamento em redor, e crio uma melodia ou um ritmo usando somente o rato/teclado. Aprendi que existe potencial em qualquer ideia, portanto tento não ser demasiado rígido relativamente a como ou de onde se manifestam as ideias.

 

GRAMOFONE – O vídeo do tema «Longing» também parece apontar para um universo onde o orgânico e o digital coexistem. Era essa a intenção do vídeo?

TEEN DAZE: Claramente, queria que o vídeo servisse como uma representação visual de alguns temas mais abstractos que fui desenvolvendo neste álbum. Como disse antes, a criação deste disco não saiu de uma história dramática elaborada, mas dei por mim confrontado com este tema da coexistência entre o orgânico e o digital. Penso que este vídeo cumpriu o desígnio de clocar esse mesmo tema num contexto de vida real.

 

GRAMOFONE – Porque escolheste Rafael Anton Irisarri para masterizar o álbum e como decorreu essa experiência?

TEEN DAZE: Sou um grande fã dos discos do Rafael, há muito tempo e, quando chegou a altura de escolher um engenheiro para a masterização, foi a minha primeira escolha. O timing revelou-se perfeito, e acho que ele fez um trabalho incrível. Ainda me parece estranho estar a trocar emails e a interagir online com alguém cuja música ouço há muitos anos.

 

GRAMOFONE – Referiste recentemente no Twitter que haverão versões remisturadas dos temas de “Bioluminescence”. Queres desvendar um pouco acerca deste trabalho?

TEEN DAZE: Não quero dizer demasiado, mas encomendei uma remistura de cada canção do disco a alguns dos meus produtores favoritos actualmente. Além do mais, tem sindo excepcional ter alguns amigos absurdamente talentosos a oferecer-me os seus serviços e a entregarem remisturas que elevam os temas a sítios inacreditáveis. Estou muito entusiasmado em poder partilhá-las. Tenho esperança de lançá-las ainda durante o Verão.

GRAMOFONE – Algumas das gravações de campo utilizadas em “Bioluminescence” foram recolhidas durante umas férias em Portugal. Algum local te inspirou particularmente? Que locais visitaste no nosso país?

TEEN DAZE: Passámos o tempo todo em Lisboa, que achámos espectacular, e estamos com ideias de voltar e explorar mais do resto do país! Passámos imenso tempo apenas a caminhar por Lisboa, a comer imenso, beber café, tirar inúmeras fotos, relaxando nos parques. Ficámos alojados em Alfama e nunca tinha experienciado um bairro daquela natureza. Mal posso esperar por regressar!

Comentar:

CorretorEmoji

Se preenchido, o e-mail é usado apenas para notificação de respostas.