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GRAMOFONE

às voltas com os discos às voltas.

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às voltas com os discos às voltas.

[ENTREVISTA] Devon Welsh: puro amor à camisola.

Após a desintegração dos Majical Cloudz, aventura musical que teve com Matthew Otto, Devon Welsh enveredou imediatamente por uma carreira a solo. Podemos afirmar que o espectro muscial não variou sobremaneira entre ambas as etapas, apenas o cariz electrónico que costumava ficar a cargo do seu parceiro se dilui ligeiramente, e a voz de Devon torna-se progressivamente no instrumento essencial das suas composições. 

Com a alma e o coração cada vez mais cravados na sua garganta, o cantor canadiano liberou este mês o seu segundo trabalho em nome próprio, «True Love», e foi com o mesmo em mente que lhe endereçámos algumas questões. 

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GRAMOFONE: Podemos claramente catalogar “True Love” como um álbum temático. Como chegaste a essa ideia/conclusão?

DEVON WELSH: O tema do álbum acabou por sair daquilo sobre o que as canções falavam, em especial aquelas que mais gostava. Não houve nenhuma premeditação acerca do tema quando me sentei a escrever as canções. Simplesmente denotei o tema nas canções e avancei por aí.

GRAMOFONE: Sendo o amor o tema mais abordado globalmente, por escritores e músicos, quão difícil foi elaborar um disco com este título e tema? Consideras que escrever sobre o amor, de forma a ser original, é um desafio especial?

DEVON WELSH: Acho que quanto uma canção se debruça sobre a experiência e imaginação de quem a escreve, mais original se torna. Acho que é fácil escrever sobre o amor no aspecto em que é um cliché, que espero ter contornado, pelo menos em parte.

GRAMOFONE: A tua música sempre foi bastante crua e com letras íntimas, provavelmente mais do que nunca em “True Love”. É sempre confortável subir ao palco para interpretá-la?

DEVON WELSH: É seguramente desconfortável subir ao palco! Sinto-me realmente vulnerável durante a maior parte das actuações, mas faz parte da vida de performer.

GRAMOFONE: A tua mudança de Montreal para Wisconsin trouxe alterações ao teu processo de escrita/composição?

DEVON WELSH: Tive acesso a um sintetizador que acabei por utilizar imenso no disco. Tirando isso, acho que senti uma maior motivação para ter um álbum concluído!

GRAMOFONE: Os concertos que se seguem serão no mesmo formato da apresentação ao vivo que fizeste no Youtube, estando sozinho em palco cantando sobre as linhas de sintetizador?

DEVON WELSH: Sim, nesta digressão os concertos serão bastante semelhantes a esse!

GRAMOFONE: O que te motivou a criar a tua própria editora You Are Accepted? Será apenas para os teus próprios lançamentos ou planeias eventualmente incorporar outras artistas no futuro?

DEVON WELSH: Senti-me motivado a fazê-lo porque queria editar música à minha maneira, e decidir como gerir o lançamento de um disco. Poderei lançar outros artistas na minha editora, mas por agora serve apenas para aquilo que eu próprio edite.

 

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