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GRAMOFONE

às voltas com os discos às voltas.

GRAMOFONE

às voltas com os discos às voltas.

Cristina Branco revela sexo do disco.

O novo disco é Menina e verá a luz em Setembro, no qual a cantora se propôs a trabalhar com a nova vaga de compositores nacionais.

Cristina Branco alarga assim as coordenadas da sua música, embora mantenha sempre um pé no fado, quer pela abordagem, quer por incluir sempre temas desse universo.

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Dada a perspectiva adoptada para o disco, o rol de convidados é extenso. Desde André Henriques (Linda Martini), Filho da Mãe, Cachupa Psicadélica, passando por Peixe, Nuno Prata, Ana Bacalhau, Kalaf, Jorge Cruz, Luís Severo até Mário Laginha ou António Lobo Antunes.

 

Blood Orange liberta mais som.

Dev Hynes não aguentou mais a ansiedade e acabou por publicar o seu terceiro disco antes da data programada.

Freetown Sound, atenciosamente produzido na íntegra por Hynes, é a sua encarnação de Beastie Boys, contando sempre com muitos convidados, entre os quais alguns de renome como Debbie Harry, Nelly Furtado.

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O título do novo álbum de Blood Orange vale como tributo à capital da Serra Leoa, onde o pai de Dev Hynes nasceu, e aborda temas como a imigração, a masculinidade negra ou a Cristandade. 

 

A anatomia da colaboração Fudge.

Mais um projecto colaborativo que é descortinado este ano, desta feita entre Prefuse 73 e Michael Christmas, resultando numa entidade denominada Fudge.

O fruto deste duo entre o projecto de Guillermo Scott Herren e o MC de Boston são 15 temas, reunidos no disco Lady Parts, que tem edição marcada para os primeiros dias de Setembro pela Lex Records.

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Os temas foram elaborados durante o Verão e Outono de 2015, em sessões no estúdio Green Point, e entre os convidados contam-se o rapper D.R.A.M. e Alex Mali, que vocaliza o refrão do single agora avançado.

 

Angel Olsen senhora de si.

Será no início de Setembro que receberemos My Woman, o terceiro e novíssimo trabalho da rapariga radicada na Carolina do Norte.

O sucessor do mui aclamado Burn Your Fire for No Witness (2014) versará sobre as dificuldades de ser uma mulher, como o título poderia indiciar, e estará repartido entre um primeiro lote de canções mais rock e uma segunda parte mais contemplativa.

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Angel Olsen afirma abordar um leque mais variado de estilos musicais neste trabalho, tendo para tal convidado o guitarrista Seth Kauffman, que assim ampliou os horizontes do seu grupo costumeiro. 

 

Benoît Pioulard a braços com EPs.

Continuando a senda dos últimos meses, o compositor de Seattle continua a disponibilizar nova música no seu Bandcamp. Desta feita o EP chama-se Radial e contempla 3 novos temas.

Com a masterização novamente a cargo de Rafael Anton Irisarri e gravado com guitarra e leitor de cassetes, Radial traz-nos um tema apenas incluindo na versão limitada de PERILS, outro tema publicado há tempos no Soundcloud e uma versão de um original de Aphex Twin, Stone In Focus.

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O disco pode ser descarregado pelo preço desejado pelo ouvinte, incluindo de forma gratuita, sendo que o montante recolhido com estas vendas servirá para as despesas médicas causadas pela fractura do osso que dá nome ao EP.

 

Mick Harvey continua viciado em Gainsbourg.

Delirium Tremens saiu na semana passada e retrata a terceira incursão do multi-instrumentista australiano pelo espólio de Serge Gainsbourg, após os álbuns Intoxicated Man (1995) e Pink Elephants (1997). Um quarto volume está igualmente prometido ainda no decorrer deste ano.

Mick Harvey reconhece que muitas das canções neste tomo não foram incorporadas nos anteriores por parecem demasiado complexas a nível da tradução para inglês. No entanto, ao voltar a entregar-se a este projecto, a tarefa não se mostrou mais árdua que aquelas feitas previamente.

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Esta nova gravação do membro dos Bad Seeds decorreu entre Melbourne e Berlim, tendo contado com a participação da sua esposa Katy Beale e de Xanthe Waite que entoaram as vozes femininas das faixas originais do mestre Gainsbourg. 

 

As leituras sociais de Eluvium.

Matthew Cooper tem novo trabalho do seu projecto para apresentar nos primeiros dias de Setembro, denominado False Readings On.

Eluvium retorna três anos depois com os seus experimentalismos ambientais, desta feita inspirando-se na ansiedade e nas dúvidas sobre si próprio do compositor oriundo de Portland.

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Será o seu oitavo disco de Eluvium com a Temporary Residence Records, num trabalho onde pretendia analisar à lupa a sociedade moderna, mas que acabou por tornar-se mais num espelho de si mesmo.

 

[ENTREVISTA] A nova mood dos Spain.

Joshua Haden. Uma pessoa a quem presto culto há décadas. Escreveu um dos discos mais bonitos que escutei na vida, e entretanto voltou a tempos de mais fulgor criativo, que redundaram este ano em Carolina, acabadinho de editar. 

Foi com especial deleite que lhe colocámos algumas questões acerca do mais recente trabalho, bem como sobre esse tal disco tão venerado, como não poderia deixar de ser.

 

- No press release é mencionado que o novo álbum tem um forte sabor a americana/alt-country, e foi uma das impressões que tive logo na primeira audição. O que causou esta tendência em Carolina?

 

- Tens razão, o novo álbum tem esse travo forte a Americana/Alt-Country. Queria focar-me na americana por um par de razões. Primeiro, para honrar o meu pai e a história da minha família. Quando o meu pai era criança cantava no grupo de música country da sua família, chamado The Haden Family, e viajou por todo o mid-west americano tocando country gospel na rádio. Chamavam ao meu pai Cowboy Charlie, e ele cantava o iodelei e tocava ukelele desde os 2,5 anos de idade. Foi muito importante para o meu pai ter ensinado os filhos as suas raízes vindas da música country e esse foi um dos motivos que me levou a focar mais nesse género para este disco. Sempre senti que os álbuns de Spain têm influências da country mas são discos com muitas outras coordenadas, e pensei que seria interessante concentrar-me apenas num estilo musical desta feita.

 

- A tua voz também está num timbre diferente na maioria das novas canções, mais viva, num tom mais alto. Este facto foi reflexo da referida mudança a nível sónico?

 

- Não foi causado pela mudança de estilo do disco, mas estás certo ao notar que canto num tom mais alto neste disco. Também canto mais palavras do que a média dos discos anteriores. Esta variação começou em 2012, no Soul of Spain. Sempre tive uma larga amplitude vocal e tenho procurado desafiar-me, e expandir as minhas capacidades enquanto cantor. E também desafiar-me como escritor de canções, escrevendo numa perspectiva mais pessoal e mais como contador de histórias do que tentando relacionar-me directamente com o estado de espírito e observações gerais das canções, como fiz no passado.

 

- Até ao momento, a minha canção favorita deste disco é Lorelei, que curiosamente talvez seja aquela que mais difere do estilo tradicional dos Spain. Como te sentes em conseguir bons resultados fora do teu território musical mais habitual?

 

- Fico contente por gostares da Lorelei. A observação desse estilo tradicional dos Spain eu deixo para o ouvinte. Nunca partilhei dessa opinião. Estabeleci parâmetros básicos, mas ir de encontro a esses parâmetros não me cinge a um estilo de música particular. Se comparares Untitled #1, do disco de estreia de 1995 com Because Your Love, do disco Soul of Spain, há um enorme fosso em termos de género musical, mas são todas canções de Spain.

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 - Disseste que sentiste vontade de revisitar as tuas raízes musicais durante a elaboração do disco. Poderão estas diferentes vertentes ser vistas como a receita que gerou o teu conhecido slowcore?

 

- Mais uma vez, deixo para o ouvinte a decisão sobre qual o género em que recai a nossa música. Não vejo o slowcore como a minha marca. Quando me sento a escrever não digo para mim mesmo “Hoje vou escrever uma canção de slowcore”. Apenas escrevo canções e espero que as pessoas gostem delas. Quando comecei a escrever em 1991, para o projecto do qual resultariam os Spain, estava a entrar na vida adulta. Até aí tinha passado vários anos a escrever músicas de punk-rock e queria abordar a escrita de canções como artista em vez de um teenager revoltado.

 

- Infelizmente tiveste que passar há pouco tempo pela perda do teu pai mas, ao contrário do que seria previsível, este conjunto de canções não são tão  depressivas musicalmente quanto outros trabalhos anteriores. A música ajudou-te a ultrapassar esses tempos mais difíceis?

 

- Os assuntos abordados em Carolina são bastante negros. Desastres em minas, toxicodependentes a atravessar desintoxicação, traição, incêndios e pilhagens, remorsos nostálgicos, a Grande Depressão, são alguns dos tópicos abordados em Carolina. A música ajuda-me realmente nesses momentos mais complicados. É um dos benefícios do songwriting. Há uma vertente catártica na escrita de canções, ainda que para mim não aconteça conscientemente. Costumo senti-lo apenas quando termino um projecto.

 

- Kenny Lyon e Danny Frankel foram os teus companheiros de estúdio nesta aventura. Escolheste-os com base no que tinhas em mente para o disco, ou foram eles quem também contribui para a referida mudança?

 

- Conheci o Kenny através de um amigo comum, Merlo Podlewski, um dos guitarristas da formação original dos Spain. O Kenny fez comigo a tour do Sargent Place, nos E.U.A. e na Europa, em 2014 e 2015. Depois eu e ele gravámos uma canção de beneficência em conjunto, intitulada I Do (disponível no Bandcamp) e achei que soava lindamente. Daí partimos para a concepção de um álbum inteiro.
Quanto ao Danny, é um amigo de longa data e um excelente baterista, cuja presença neste processo de gravação me deixou muito feliz.

 

- Estou certo que tens noção do impacto que o Blue Moods of Spain (disco de estreia de 1995) teve em quem o ouviu. Qual é a sensação de saber que ainda hoje se fala nesse álbum, ainda que muita gente provavelmente não esteja actualizada com o resto da tua obra?

 

- Sinto-me muito afortunado por ter feito um disco tido em tão boa conta décadas mais tarde. Era tão jovem na altura e estava a começar a desbravar o meu caminho musicalmente. Ainda estou, na verdade. O negócio da música é um animal completamente diferente agora. Há tanta música nova, e esta nova ferramenta chamada internet, que faz com que seja mais fácil que nunca ouvir as novidades. Mas a mesma ferramenta torna isso igualmente difícil dada a variedade que encontramos. Eu apenas faço o que faço e fico feliz que as pessoas gostem.

 

- Tiveste em Portugal um concerto em que tocaram o Blue Moods of Spain na íntegra (no Lux, em 2012). Fizeste mais algum concerto desse género?

 

- Em 2012 fizemos uma digressão europeia tocando esse disco na íntegra. Tentei organizar o 20º aniversário do Blue Moods em L.A., no ano passado, mas não foi possível devido a questões de timing.

 

- Falando em digressões, alguma esperança em ter os Spain em Portugal neste Carolina tour?

 

- Espero que sim! O nosso agente está a trabalhar nisso!

 

 

Todos os segundos contam para 36.

Mais um lançamento do projecto a cargo de Dennis Huddleston, sempre em volta do género ambiental e instrumental, que prossegue o seu trajecto com o disco Seconds & Forever.

Neste trabalho foi dada especial atenção à aritmética, com os dois temas que compõem o disco a serem construídos em tranches de 36 segundos, resultando num tempo total de música de 36 minutos.

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O nome do projecto (lê-se three-six) serviu então de inspiração para o disco que tem a particularidade de ser editado em vinil branco, numa decisão que prova a elevada atenção  que Dennis presta à apresentação das suas obras.

 

Tyondai Braxton exprime-se em laranja.

O músico de Brooklyn disponibilizou um novo EP, com cinco novas composições, intitulado Orange Out.

Trata de um conjunto de peças abstractas, bem à imagem do registo habitual do ex-membro dos Battles, que saíram das sessões donde saíram os temas que compõem o seu disco do ano passado Hive1._.jpg

O trabalho foi disponibilizado no seu Bandcamp com todos os lucros a reverterem para o Everytown for Gun Safety Support Fund, entidade que pugna contra o lobby das armas nos EUA.

 

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