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GRAMOFONE

às voltas com os discos às voltas.

GRAMOFONE

às voltas com os discos às voltas.

As vidas cruzadas de Rodrigo Leão e Scott Matthew.

Após algumas colaboração anteriores, quer em estúdio, quer em palco, em obras do compositor português, Rodrigo Leão e Scott Matthew decidiram agora elaborar um disco inteiro a meias.

Life Is Long será o título da obra, que verá a luz do dia em Setembro e para já foi anunciado ao público por meio do single That's Life.

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A primeira apresentação do trabalho conjunto ao vivo terá lugar durante o Misty Fest, numa data agendada para o Coliseu do Porto.

 

Album Leaf na crista da onda.

O alter-ego musical de Jimmy LaValle reapareceu na semana passada, após 6 anos desde a última edição, para mostrar o single de apresentação do novo disco que sairá no final de Agosto.

O disco terá o nome de Between Waves, contando com 8 novas faixas, e será o primeiro registo de Album Leaf com o selo da Relapse Records.  

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O álbum foi construído pela nova constituição da banda, onde além de LaValle surgem Matthew Resovich, Brad Lee e David LeBleu.

 

Jenny Hval compõe até fazer ferida.

A compositora norueguesa dá mostras de elevada produtividade ao anunciar um novo disco, Blood Bitch, um ano após o seu mais recente lançamento. 

O novo trabalho, que estará disponível no fim de Setembro, versa sobre uma uma história de ficção imaginada por Jenny e habitada por personagens e imagens inspiradas em filmes de terror e de baixo orçamento. 
Apesar da natureza fictícia que envolve Blood Bitch, a autora considera-o o seu registo mais pessoal.

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 A norueguesa, que marcou presenção no último Mexefest, decidiu voltar a olhar para a frutuosa cena metal e gótica do seu país em busca de inspiração, não tanto sónica mas mais em termos de imaginário neste álbum de vampiros, ciclos lunares, refrões orelhudos e cheiro a folhas e Inverno. 

 

 

A urgência de The Amazing.

A banda sueca não pareceu saciada com o rico álbum do ano anterior e prepara lançamento de novo material para o mês de Julho.

O disco em questão chama-se Ambulance e pretende continuar a mostrar os The Amazing soltos de quaisquer amarras musicais, movendo-se desde o rock até ao free jazz, tendo como único limite a criativadade dos seus membros. 

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A estadia no estúdio em Estocolmo foi curta, mas tal não impediu o grupo de fabricar um disco mais denso, mais escuro e com mais proximidade entre os diferentes instrumentos em jogo.

Owen na idade dos porquês.

Mike Kinsella, membro de uma série de bandas como Joan of Arc ou American Football, dá nova vida ao seu projecto a solo com o disco The King of Whys.

Depois de ter renascido os American Football e de ter tomado conta da bateria nos Their/They're/There, a aventura Owen ganha o seu oitavo disco, tendo-se tratado desta feita de um processo com a participação doutros intérpretes em estúdio, ao invés dos registos precedentes, mais caseiros e solitários.

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Este foi o primeiro álbum que Kinsella gravou longe da sua amada Chicago, tendo-se deslocado ao efervescente Winsconsin para tal efeito, entregando a produção a um dos melhores compositores locais, S. Carey, que acabou por tocar igualmente alguns instrumentos no disco. 

 

A verdade acerca de Lawrence Arabia.

O ser musical de James Milne regressa com Absolute Truth em Julho, quatro anos após o último lançamento.

O músico neo-zelandês afirma que criou este novo álbum em plena exaustão pós-parto do seu primeiro filho, o que tornou qualquer momento livre para reflexão numa autêntica bênção.

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Este será o primeiro disco lançado ao serviço da mítica Flying Nun Records, editora neo-zelandesa, deste escritor de canções cotadíssimo no seu país de origem. 

 

  

Lou Rhodes, o que dizem os teus olhos?

A mítica voz dos Lamb edita o seu quarto trabalho a solo dentro de dois meses e apresentou ontem a primeira amostra do mesmo, cujo o título será Theyesandeye.

Com o registo habitualmente mais folk que a sua carreira em banda, Lou Rhodes confessa ter enveredado ligeiramente pelo psicadelismo e o experimentalismo neste registo vindouro. 

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Com produção de Simon Byrt, e apresentação ao vivo marcada para Londres,Theyesandeye conta ainda com a harpa de Tom Moth (Florence and The Machine) e sons da natureza captados em plena Primavera em misteriosos locais rurais, para onde a folk britância nos transporta desde sempre.

 

[ENTREVISTA] Astronauts: o conforto da nave durante o desconforto do voo.

A propósito da descolagem do seu segundo disco interrogámos o verdadeiro tripulante da nave dos Astronauts, Dan Carney. O músico britânico descodificou um pouco de End Codes e de toda a órbita das suas composições.

 

De forma a dar um pouco de contexto, podes descrever o processo desde a tua antiga banda até aos Astronauts?

Há algum tempo que desejava fazer algo a solo, e sentia que não me encaixava pessoal nem criativamente na disposição de uma banda, como grupo de pessoas. Dito isto, o Mike (Cranny) ajudou-me bastante nos dois álbuns que fiz até agora, e toca ao vivo comigo, portanto não é um esforço totalmente solitário. Mas há séculos que almejava algo onde pudesse fazer o que me apetecesse sem ter que justificá-lo a ninguém, ou ficar limitado devido à disponibilidade ou dedicação das outras pessoas. Quando parti a perna em 2013 decidi que era a altura certa para avançar.

 

Qual foi a influência que a excelente crítica ao álbum anterior teve na feitura do novo End Codes, se é que teve alguma?

Nenhuma, na realidade. Acho que talvez a ideia de que algumas pessoas aguardavam ansiosamente este novo disco podia ter influenciado o meu subconsciente, mas não creio. Lido normalmente com isso.
Embora talvez as 200 mil cópias vendidas pelo disco anterior me impeçam de o dizer! Mas uma coisa que faço bem, acho eu, é deixar-me perder no processo de escrita e gravação, a ponto de me isolar de tudo o resto. Por isso, quando estou a trabalhar a todo o gás, as considerações externas não entram, não conscientemente pelo menos.

 

Reza a lenda que “Hollow Ponds”, o primeiro disco, foi concebido no teu quarto. Foi usado o mesmo método neste novo disco?

Sim, praticamente o mesmo, à excepção de um loop de bateria que foi retirado de uma sessão de há 200 anos atrás, e que usei como sample em You Can Turn It Off. Nada mais estimulante do que não ter dinheiro para usar um verdadeiro estúdio. Gravar em casa oferece-me todo o tempo que necessito, tempo suficiente para desenvolver as coisas até à sua conclusão, e não me preocupando caso no final decida que certas coisas não resultam. 

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Quase todas as canções transmitem uma sensação de conforto a quem escuta. Poderá esta sensação estar relacionada com o facto de serem compostas num quarto?

Não sei se entendo exactamente aquilo a que te referes como confortável! Obviamente que aprecio a melodia e harmonia, e as minhas canções são relativamente agradáveis para o ouvido, mas a nível lírico muitas coisas não brotam propriamente de sítios bonitos. Existe muito malevolência e escuridão na minha escrita, às vezes demasiadas para o meu gosto. Temas como Dead Snare e A Break In The Code são, honestamente, alimentadas por uma total falta de amor próprio ou pelo sentimento de desespero que por vezes me consome.

É bom fazer as pessoas sentirem-se confortáveis, e parece-me que muito do meu som contém a boa onda da costa Oeste, mas sinto-me sempre algo defraudado quando o descrevem como descontraído, ou algo do género. Porque, de facto, não é. Muita coisa é intencionalmente terrível. No entanto, as pessoas gostarem da minha música é sempre a coisa mais importante, independentemente da razão, e nunca algo que eu tomaria como dado adquirido. Há diferentes formas de desfrutar de qualquer coisa, e não me cabe a mim ditar às pessoas quais as formas que estão certas ou erradas.

 

Como é que os Astronauts apresentam o seu som em palco?

Duas guitarras e o uso ocasional de faixas pré-gravadas. Algo em que insisti desde que começámos a tocar ao vivo foi que conseguíssemos fazer digressões, porque sempre achei que andar em tour oferece aventura e satisfação. Não queria ser uma daquelas bandas que ensaiam 100 vezes mais do que os concertos que dão. Portanto, as nossas actuações são bastante despojadas em termos de pessoal em palco, mas penso que funcionam bastante bem , e este modelo já nos permitiu tocar em Itália, Bélgica, Suíça, França, Luxemburgo e Alemanha, contando apenas o ano passado. Além de uma ou outra actuação no Reino Unido.

 

Há planos para aterrar os Astronauts em Portugal durante a próxima digressão?

Caso nos convidem para tocar aí, e seja compatível com o que estejamos a fazer nesse momento, iremos!

  

 

Cass McCombs apegado aos discos.

Será na recta final de Agosto que Cass McCombs disponibilizará o seu novo trabalho Mangy Love.

Este seu oitavo álbum, o primeiro ao serviço da Anti- Records, foi escrito maioritariamente durante um Inverno amargoso em Nova Iorque e durante algumas viagens levadas a cabo em solo irlandês.

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No disco participam como convidados especiais Blake Mills e Angel Olsen, com a participação da cantora de St. Louis a acontecer na primeira canção desvendada.

 

The Sandwich Police bem recheada.

Evan Dando, Willy Mason e Marciana Jones juntaram-se para tocar música juntos por diversão, após algumas coincidências logísticas, e acabaram por formar um trio denominado TSP (The Sandwich Police).

Evan Dando, o líder dos Lemonheads, refere que os TSP pretendem ser uma banda de tributo à Flying Nun, uma editora neo-zelandesa de culto no mundo da música alternativa, e que lançou bandas como The Chills , The Bats ou The Verlaines.

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  Sexta-fera a banda edita um EP com 3 temas, mas outros trabalhados se seguirão.

 

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