Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

GRAMOFONE

às voltas com os discos às voltas.

GRAMOFONE

às voltas com os discos às voltas.

Isaac Gracie não anda a dormir.

Um dos novos nomes da cena britânica, Isaac Gracie, lança hoje o seu primeiro EP: Songs From My Bedroom.

Trata-se de um registo bastante caseiro, onde Isaac embala as suas composições entre a folk e a pop.

__.jpg

O lançamento do EP acontece no mesmo mês em que actuou no festival SXSW, tendo sido englobado no leque de artistas que a BBC levou a tal evento.

 

[ENTREVISTA] A intimidade pública de Julien Baker.

A enorme corrente de vozes femininas norte-americanas que navegam entre o rock alternativo e o songwriting parece alongar-se quase diariamente.

Se nos anos mais recentes vibrámos com novos valores como Torres, Lady Lamb e Waxahatchee, os últimos meses não quiseram ficar atrás e já nos mostraram nomes como Mothers, Lucy Dacus e Julien Baker.

Foi precisamente com esta última que falámos nos últimos dias, acerca da ascensão que tem tido no mundo da música alternativa e de como encara isso do alto dos seus 20 anos.

 

GRAMOFONE: Como tens recebido as brilhantes e merecidas reacções que o teu disco tem recolhido?

 

JULIEN BAKER: Tem sido extremamente agradável, mas tenho tentado mantê-las em perspectiva e assegurar que me mantenho humilde, para que independentemente das críticas positivas ou negativas que possa ter, isso não afecte a minha paixão e motivação para fazer música.

 

GRAMOFONE: Escreveste grande parte do disco longe de casa, à noite, sozinha. Como é que isto afectou a natureza das canções? Ou as canções são mais influenciadas por outros episódios da tua vida?

 

JULIEN BAKER: Creio que estar nessa solidão contribuiu definitivamente para o som do disco, sonoramente e a nível das letras. Acho que a natureza crua das canções resulta de tê-las escrito sozinha, algo que provavelmente também se reflectirá nas letras.

__.jpg

GRAMOFONE: Uma das marcas do teu disco é o profundo impacto sensorial que causa a quem o ouve. 

Qual o impacto que teve em ti escrever, publicar e agora cantar acerca destes tópicos pessoais e pesados?

 

JULIEN BAKER: Quando escrevi o disco nunca imaginei que teria uma audiência maior, que fosse além de mim e alguns amigos, e creio que isso me deu licença para escrever mais abertamente.
Mas agora que vejo como a música beneficiou da honestidade de conseguir partilhar esses momentos íntimos com outras pessoas, torna-se mais fácil cantar acerca de coisas que me fazem sentir vulnerável, porque aprecio a conexão que se estabelece com quem ouve o álbum.

 

GRAMOFONE: Decidiste avançar para este projecto a solo porque estas canções não se enquadravam no universo da tua banda, Forrister. Neste momento, sentes que os teus futuros registos a solo seguirão esta tendência mais íntima ou já tens novas experiências em mente?

 

JULIEN BAKER: Eu sei que lançarei outro disco a solo, e que os Forrister também farão mais música.
Afortunadamente, creio que estou numa posição em que ambos os projectos não precisam de ser exclusivos, podendo prosseguir ambos pelo que são, tendo a liberdade de criar música em diferentes atmosferas.
Estou grata por ter esta oportunidade e excitada pelo que se seguirá!

 

GRAMOFONE: Graças ao teu Twitter, reparei que és grande fã de Mothers (grande coincidência que mencionei esta banda num artigo sobre o teu disco) e de Lucy Dacus (que também irei entrevistar nos próximos dias). Que outros novos artistas segues atentamente?

 

JULIEN BAKER: Esses são ambos exemplos de grandes músicos! E sim, que grande coincidência essa! Relativamente a outros novos nomes, estou (obviamente) entusiasmada com Phoebe Bridgers, que é uma artista de americana/folk incrivelmente talentosa, e que fará a tour dos EUA comigo. E também tenho escutado o disco da SOAK.

 

GRAMOFONE: Podemos esperar-te na Europa em breve?

 

JULIEN BAKER: Sim! Tenho uma tour europeia agendada para Maio/Junho, podem ver as datas no meu Facebook.